Democratização da mídia
A concentração da mídia brasileira é antiga e conhecida: por décadas, falar para o país inteiro dependeu de uma concessão de radiodifusão que poucos grupos tinham.
A concentração da mídia brasileira é antiga e conhecida: por décadas, falar para o país inteiro dependeu de uma concessão de radiodifusão que poucos grupos tinham. Foi a distribuição digital que quebrou esse gargalo — e o campo progressista foi um dos que mais ganharam com isso.
O diagnóstico
Veículos como o ICL Notícias e o Brasil 247 existem porque a barreira de entrada caiu: nasceram digitais, alcançam audiência sem concessão e se sustentam em boa parte com contribuição do próprio público. Nenhum deles teria acontecido no arranjo anterior.
O que defendemos
- Pluralismo tratado como política pública: publicidade oficial distribuída com critério transparente, e não como recompensa editorial.
- Sustentabilidade do jornalismo digital independente, com regras de remuneração que não sejam desenhadas apenas para os grandes grupos.
- Transparência sobre recomendação e monetização, para que um veículo saiba por que perdeu alcance.
- Avaliação de custo de conformidade em qualquer regra nova: obrigação cara reconcentra, porque só redação grande consegue cumprir.
A tensão que reconhecemos
A mesma abertura que permitiu o jornalismo independente permitiu a desinformação organizada — não dá para celebrar uma e ignorar a outra. E há uma fragilidade nova: quem depende de distribuição por plataforma fica exposto a uma mudança de algoritmo que nenhuma redação controla.