Fórum do Progresso

Tributação e capacidade pública

As grandes plataformas já contribuem no Brasil. O debate útil liga tributação à capacidade do Estado de investir e fiscalizar.

Diagnóstico

O debate importa um diagnóstico europeu que não descreve o Brasil. Aqui há retenção na fonte sobre remessa por serviço digital, incidência sobre importação de serviço e recolhimento da operação local. Partir de “eles não pagam nada” leva a proposta errada.

O que defendemos
  • Segurança jurídica e simplicidade no tratamento do setor digital dentro da transição da reforma tributária, sem regime paralelo improvisado por fora dela.
  • Neutralidade entre modelos de negócio: mesma atividade, mesma regra, sem punir quem opera formalmente no país.
  • Coordenação internacional para evitar bitributação.
  • Destinação transparente de parte da receita para infraestrutura pública digital, capacidade computacional e formação.
A tensão que reconhecemos

Complexidade tributária funciona como barreira contra a empresa brasileira pequena: quem tem departamento fiscal planeja, quem não tem paga caro. Simplificar não é favorecer o grande — é parar de proteger quem já consegue navegar o labirinto.

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